O que você precisa saber antes da sua imigração para a Inglaterra?

Brasil By Western Union January 9, 2026

Conheça vistos, custos e dicas úteis para planejar sua imigração para a Inglaterra com tranquilidade

Você tem o sonho de imigrar para a Inglaterra? Muitos brasileiros desejam estudar, trabalhar ou começar uma nova etapa da vida nesse país que transborda cultura, história e oportunidades. Mas, junto com o entusiasmo, surgem também as dúvidas.

Antes de arrumar as malas é importante conhecer os principais aspectos que envolvem o processo de imigração na Inglaterra, desde vistos e documentos necessários até a adaptação ao custo de vida e às diferenças culturais.

Por isso, entender esses pontos com antecedência evita surpresas e ajuda a construir uma experiência mais positiva. Para saber mais, confira esse artigo a seguir.

O que você precisa saber antes de imigrar para a Inglaterra?

Imigrar para a Inglaterra exige planejamento e atenção a detalhes importantes. Por isso, conhecer os documentos e vistos necessários é o primeiro passo:

1. Documentos e vistos necessários

Para viver legalmente na Inglaterra é fundamental escolher o visto adequado ao seu objetivo.

Os mais comuns incluem:

  • visto de trabalho (Skilled Worker visa), para profissionais qualificados com oferta de emprego;
  • visto de estudante (Student visa), para cursos em instituições reconhecidas;
  • visto de família (Family visa), destinado a quem tem parentes residentes no país.

A solicitação deve ser feita online, pelo site oficial do governo britânico, onde também é possível verificar taxas, requisitos e tempo de processamento.

Já a renovação ou prorrogação precisa ser solicitada antes do vencimento do visto, geralmente dentro do território britânico.

Planejar com antecedência é importante, já que atrasos podem comprometer sua permanência.

Leia também: Imigração para o Reino Unido: entenda a mudança de regra para entrar no país

 2. Quanto de dinheiro preciso para entrar na Inglaterra?

Ao imigrar para a Inglaterra é necessário comprovar recursos financeiros suficientes para se manter no país.

O valor depende do tipo de visto: por exemplo, para o Student visa, o governo britânico exige £1.483 por mês para quem estuda em Londres ou £1.136 em outras cidades, por até 9 meses.

Já para o Skilled Worker visa, é preciso demonstrar um saldo mínimo de £1.270, salvo se o empregador cobrir custos iniciais.

Esses requisitos garantem que o imigrante tenha condições de se sustentar ao chegar.

3. O que resolver nos primeiros dias?

Ao chegar na Inglaterra, alguns passos iniciais são essenciais para se estabelecer com mais tranquilidade e ter acesso a serviços básicos.

Veja os principais:

  • Cadastro no sistema de saúde (NHS) – registre-se em uma clínica local (GP – General Practitioner) para ter acesso ao atendimento médico;
  • Abrir uma conta bancária – escolha um banco tradicional ou digital para facilitar pagamentos, transferências internacionais e recebimentos;
  • Comprovar endereço – necessário para abrir conta, acessar serviços públicos e formalizar contratos de moradia;
  • Adquirir um chip de celular local – ajuda na comunicação e no uso de serviços digitais;
  • Solicitar o National Insurance Number (NIN) – obrigatório para quem deseja trabalhar legalmente no país.

Essas primeiras providências ajudam na adaptação e garantem uma integração mais rápida à vida no Reino Unido.

Saiba mais sobre: Como funciona a autorização eletrônica de viagem para o Reino Unido?

Quais são as novas regras de imigração para a Inglaterra?

O Reino Unido implementou mudanças recentes nas regras de imigração que afetam diretamente estudantes, trabalhadores e famílias brasileiras.

As alterações tornam o processo mais seletivo, ao mesmo tempo em que abrem facilidades para profissionais e estudantes de alto nível.

Confira os principais pontos:

  • Regras mais rígidas para vistos de trabalho qualificado: agora é exigido diploma universitário (antes bastava ensino médio avançado). Há exceções para setores com falta de mão de obra.
  • Aumento da renda mínima exigida: brasileiros que buscam vistos de trabalho ou estudo precisarão comprovar rendimentos mais altos.
  • Facilidades para estudantes e talentos globais: formados em universidades de elite fora do Reino Unido, estudantes empreendedores e profissionais de áreas estratégicas terão acesso a vistos específicos com menos barreiras.
  • Prazo maior para residência permanente: passou de 5 para 10 anos, podendo ser reduzido por um sistema de pontos baseado em contribuição econômica e social.
  • Fim do visto especial para assistentes sociais: criado na pandemia, encerrou novos pedidos em junho; renovações possíveis até 2028.
  • Redução do período pós-estudo: o tempo de permanência após a graduação caiu de 2 anos para 18 meses. Também está em estudo a cobrança de 6% sobre mensalidades de estrangeiros.
  • Exigências mais rigorosas de inglês: nível mais alto será pedido tanto para vistos de trabalho quanto para residência permanente. Dependentes adultos também precisarão comprovar conhecimento básico.
  • Revisão das regras de reunificação familiar: mudanças visam limitar o uso do direito à vida familiar em processos de imigração e melhorar o monitoramento da entrada e saída de migrantes.

Essas mudanças impactam diretamente brasileiros que desejam estudar ou trabalhar por lá, exigindo mais planejamento, preparo financeiro e comprovação acadêmica.

Leia também: A lista completa de países que não exigem visto para brasileiros

Moradia e custo de vida 

Morar na Inglaterra pode ser uma experiência enriquecedora, mas é fundamental entender o custo de vida para planejar adequadamente.

Em cidades como Londres, o aluguel médio mensal de um quarto em acomodação compartilhada gira em todo de £ 993,00 – dados do final de 2024 divulgados pela CNN Brasil.

Mas, vale lembrar, esses valores podem variar conforme o estilo de vida e a localização escolhida.

Em relação ao aluguel privado médio, os preços também podem variar. Em Londres custam cerca de £ 2.220 por mês, segundo números provisórios do governo.

As grandes cidades, como a capital, apresentam custos mais elevados, mas as menores podem oferecer uma qualidade de vida mais acessível.

Educação e vida em família

A educação na Inglaterra é reconhecida mundialmente pela sua qualidade e estrutura. Crianças entre 5 e 16 anos têm acesso gratuito ao sistema público de ensino, que é obrigatório.

As escolas oferecem diversas disciplinas, incluindo inglês, matemática, ciências, história e artes, com avaliações regulares para medir o progresso dos alunos.

Para estudantes brasileiros, é importante estar ciente de que o sistema educacional britânico pode apresentar diferenças em relação ao brasileiro, especialmente no que diz respeito às metodologias de ensino e à estrutura curricular.

Para as famílias brasileiras que planejam se estabelecer na Inglaterra, é importante considerar o custo de vida e as opções de moradia.

Além disso, o sistema de saúde público, o NHS, oferece cobertura médica gratuita para residentes legais, o que é uma vantagem significativa para as famílias.

No entanto, é importante estar ciente de que o acesso a serviços pode variar dependendo da região e da disponibilidade.

Quais os direitos e deveres legais de um imigrante na Inglaterra? 

Direitos:

  • Direito ao trabalho: imigrantes com visto de trabalho qualificado têm permissão para exercer atividades remuneradas conforme as condições do visto.
  • Acesso ao NHS: residentes legais têm direito a cuidados de saúde gratuitos ou a preços reduzidos pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS).
  • Proteção contra discriminação: a legislação britânica proíbe discriminação com base em nacionalidade, raça, religião entre outros.
  • Direito à educação: crianças imigrantes têm acesso à educação pública gratuita até os 18 anos.

Deveres:

  • Cumprir as condições do visto: é essencial respeitar as limitações e exigências do visto, como restrições de trabalho ou estudos.
  • Notificar mudanças de endereço: imigrantes devem informar ao Home Office qualquer alteração de residência.
  • Pagamento de taxas: alguns vistos exigem o pagamento de taxas adicionais, como a Immigration Health Surcharge (IHS), para acesso ao NHS.
  • Respeitar as leis locais: é fundamental obedecer às leis britânicas, incluindo regras de imigração e comportamento cívico.

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